August 8, 2011

40 lugares para conhecer antes de morrer - parte 6

Com a ida aos Estados Unidos em 2010, com certeza já passei de 40 lugares listados no livro 1.000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer, de Patricia Schultz. Mas como faltavam 33 daqueles 40, nem adianta fazer alguma recontagem por agora. Vou seguindo a lista que já estava pronta, com a próxima parada na Itália.

9) Roma e 10) Capela Sistina (páginas 153-157)
Sem hotel reservado em Roma, chegamos pela principal estação de trem e fomos abordadas por um senhor oferecendo um quarto triplo em uma pensão próxima dali. Aceitamos, pois dava para chegar a pé e o valor oferecido parecia justo (algo em torno de 20 euros por pessoa, se não me engano). No breve caminho até nossa base, já começamos a apreciar a beleza dos prédios antigos. Roma é talvez a cidade onde já estive que mais traduz o velho clichê do “museu a céu aberto”.

Boa parte dos locais citados pela autora de 1.000 lugares… faz parte da minha lista de lugares a visitar na capital italiana. Em uma passagem de quatro dias, não temos nenhum grande “achado” romano, a não ser uma singela dica (que vale para quase qualquer lugar do mundo, mas que em Roma tem um sabor especial): se perca.

No primeiro dia, andamos com um mapa turístico, que não tinha metade das ruas do centro de Roma. A cada 200 metros, a gente não sabia direito onde estava. Quando achava que cruzaria mais uma ruela, lá estava a (enorme) Fontana di Trevi (ao lado), com Netuno em sua carruagem puxada por corcéis alados. Mais uma andadinha e (tcharam!), o Pantheon (abaixo) – talvez a construção mais impressionante de Roma, ao lado do Coliseu, erguida em 27 a.C. e reconstruída em 2 a.C., sendo a mais completa estrutura remanescente do Império Romano. No livro, Patricia lembra de algo que li em algum guia antes de ir a Roma: o diâmetro da cúpula do Pantheon é igual à sua altura, e sua sustentação é feita por colunas ocultas nas paredes. Ao lado da Torre Eiffel, é a construção que mais me surpreendeu quando encontrei “pessoalmente”.

Foto do Flickr de Efrén Sánchez

O lugar mais agradável para um passeio à tarde em Roma é a Piazza di Spagna. Com uma escadaria que vai até a entrada da igreja Trinità dei Monti, a praça é ambiente para casais de namorados, crianças e vendedores de bagulhos. Comprei pôsteres de filmes por alguns trocados e apreciei a vista para as sete colinas de Roma.

Por fim, impossível ir a Roma e não passar no Coliseu. Lá dentro, você se lembra de todos os filmes de gladiadores que já viu na vida e imagina aquele lugar cheio (a capacidade era para 50 mil pessoas). Abandonado, virou praticamente uma casca, sem piso nem assentos Quando eu fui, em 2003, o subsolo não era aberto para visitação. Desde o ano passado, os túneis e passagens subterrâneas podem ser visitados pelos turistas. Imagino que seja uma experiência ainda mais emocionante.

Dentro de Roma, mas fora de Roma, está a cidade do Vaticano. A primeira coisa que eu pensei ao colocar meus pés na Praça de São Pedro foi “sério, nunca ouvi uma mistura de línguas tão grande, nem na Disney”. Católicos (e não católicos e muitos não praticantes) do mundo inteiro se reúnem na terra do Papa. Além da Basílica de São Pedro, com seu pé direito altíssimo, a visita vale pelo Museu do Vaticano, onde estão obras-primas de artistas como Rafael e Michelangelo. A mais famosa delas, o teto da Capela Sistina, foi pintado por Michelangelo entre 1508 e 1512. A visita é rápida demais para observar todos os detalhes da pintura, mas vale cada segundo.

Outros posts sobre lugares citados no livro:
1) Londres;
2, 3 e 4) Évora, Óbidos e Sintra;
5 e 6) Paris e Catedral Notre-Dame;
7) Palácio de Versalhes;
8) Vale do Reno.

Próximas paradas: 11 e 12) Florença e Galeria Uffizzi

October 17, 2010

@USA

Provavalmente qualquer pessoa que ainda chegue a este blog sabe que eu passei minhas férias nos Estados Unidos. Nova York, San Francisco, Orlando e Boulder foram as paradas durante 20 dias. No Flickr, algumas imagens da viagem. Em breve, alguns relatos no blog.

brooklyn
Brooklyn, Nova York

san francisco
San Francisco

hogsmeade
Hogsmeade Orlando

November 14, 2009

Apaixonante Yael Naim

Sempre digo que dois dos melhores shows que eu fui na vida foram de bandas que eu mal conhecia, mas que me fizeram uma grande surpresa quando subiram ao palco com grandes músicas, presença de palco e simpatia. Pois o que aconteceu nas apresentações de Cake (Porto Alegre, agosto de 2005) e Presidents of The United States of America (Los Angeles, setembro de 2005) rolou de novo na noite de ontem durante o show de Yael Naim, no Sesc Pinheiros, em São Paulo.

yael naim @sesc pinheiros

A cantora franco-israelita, de quem eu conhecia poucas músicas, mostrou o poder e a delicadeza de sua voz cantando em inglês, francês e hebraico. Bonita e simpática, conversou com o público durante todo o show, pediu para a plateia cantar e bater palmas em alguns momentos, saltitou pelo palco, tirou os sapatos, tropeçou no inglês ao contar as histórias das músicas.

Entre os pontos altos, cantou e tocou piano em “Toxic”, de Britney Spears. Deixou a plateia apaixonada ao longo da noite e fez todo mundo pular e cantar no final do bis, com “New Soul”.

Além de tudo isso, o show foi o com o melhor custo-benefício da minha vida. Ingresso a R$ 20 (isso porque eu ainda não fiz a carteirinha do Sesc), zero de transporte (o Sesc fica a duas quadras de casa) e R$ 1,50 pelo café na chegada. Depois de uma semana corrida, “this is a happy end”.

(Foto do show de ontem, do Flickr de flaviochan)

May 4, 2009

O campeão dos campeões

Corinthians campeão invicto. (via Brainstorm 9)

March 1, 2009

25 coisas sobre mim

Mesmo atrasada, sempre me rendo aos memes. Deu um certo trabalho pensar em 25 coisas sobre mim.

1 - Nasci em Recife, em dezembro de 1983. Filha de um paulista com uma gaúcha, adoro dizer que sou recifense, mas não tenho nenhum laço com Pernambuco e só morei lá por um mês. No Rio Grande do Sul, me chamam de paulista (morei em SP na infância e sou corintiana). Quando vou para Sampa, me chamam de gaúcha. Já tive crises de identidade por causa disso (hohoho), mas hoje acho massa ser um pouco de cada canto.

2 - Minha primeira viagem de avião foi com um mês de idade, quando nos mudamos de Recife para Brasília (onde vivi até os três anos). Com o papai piloto, viajei mais do que pessoas “normais” ao longo da vida, mas ainda muito menos do que gostaria.

3 - Muito provavelmente por causa desse passado de mudanças, tenho a nítida impressão de que ainda morarei em várias cidades diferentes, inclusive fora do país. Comecei com um mês em Los Angeles, em 2005.

4 - Aprendi a ler com cinco anos, depois de muito incomodar minha mãe para me ensinar o alfabeto. Por causa disso, pulei a pré-escola (em SP, era quando as crianças eram alfabetizadas) e fui direto para a primeira série. Em um semestre na escola paulista, fui hostilizada pelos colegas. Quando me mudei para Porto Alegre, fui surpreendentemente bem recebida, mesmo chegando no meio do ano, sabendo ler e escrever (aqui a alfabetização era na primeira série) e falando “Nascimento” com o típico sotaque paulistano.

5 - Nesse colégio de São Paulo, ganhei um concurso de desenho com o tema da Copa do Mundo de 1990. Não lembro como era, mas tinha o Amarelinho (lembram?). Foi o único concurso de qualquer coisa que eu ganhei na vida.

6 - Na creche, eu tinha três namoradinhos. Quando eu chegava pra aula, eles vinham me perguntar quem era o namorado do dia. Num amigo secreto da turma, ganhei uma sapateira da Hello Kitty do Eric, meu preferido. Apesar do assanhamento precoce, dei meu primeiro beijo aos 12, tive meu primeiro namorado aos 17 (mesma idade com que perdi a virgindade).

7 - Tenho quatro irmãs: uma do mesmo pai e da mesma mãe, uma da mesma mãe, uma do mesmo pai e uma do padrasto. Sim, chamo todas elas de irmãs, mesmo a que não é irmã de sangue.

8 - No colégio, eu era daquelas pessoas “populares”, que conhecia todo mundo. Fui dos times de vôlei e futebol, dos grupos de pesquisa de biologia e de ciências sociais (não, não davam nenhum ponto extra nas notas), do grupo de teatro, do grupo de jovens e do grêmio estudantil. Também fui líder de turma umas duas vezes. Concorri a broto e brotinho do colégio, mas não fui nem Miss Simpatia.

9 - Desde pequena, tive curiosidade por esportes radicais. Incentivada pelo meu pai, saltei de bung jump a primeira vez com 12 anos. Também fiz rapel, rafting e mergulho. Sempre quis saltar de paraquedas, mas ainda não tive oportunidade.

10 - Pensei em fazer Direito, Medicina, Moda, História, Letras e Turismo antes de optar pelo Jornalismo. Gostava da ideia de poder pesquisar e escrever um pouco sobre tudo, mas eu queria mesmo era VJ da MTV.

11 - Depois do Jornalismo, fiz vestibular de novo e entrei na faculdade de História. Meus colegas começam a se formar neste ano, mas eu ainda tenho cadeiras do segundo semestre pendentes.

12 - Eu costumo fazer várias coisas ao mesmo tempo e consigo me concentrar melhor se tiver alguma coisa fazendo barulho na minha volta (normalmente, o som ou a TV).

13 - Eu falo muito. Por incrível que pareça, isso foi herdado do meu pai, não da minha mãe.

14 - Passei a vida achando que era gorda. Agora que eu realmente estou muito acima do peso, vejo que já fui magra e não sabia.

15 - Já tive o cabelo quase loiro (com muitas luzes), vermelho e preto. Há uns dois anos, ele está com a cor natural, castanho. Sempre tive vontade de fazer uma tatuagem, mas só tomei coragem para colocar um piercing no nariz.

16 - Não tenho escova de cabelo nem pente em casa. Sim, eu não penteio o cabelo. Só passo os dedos entre os fios algumas vezes depois de lavá-los e pronto. Também não tenho maquiagem. Antes de morar sozinha, costumava pegar emprestado das mulheres da casa, nas pouquíssimas vezes em que usava.

17 - Tomo muita água ao longo do dia e tenho a mania de tomar um copo sempre ao acordar, depois de escovar os dentes e antes de dormir.

18 - Tenho um nível levemente avançado de TOC. Lavo as mãos com uma certa frequência e arrumo CDs e DVDs virados ou fora do lugar em lojas e locadoras, por exemplo.

19 - Hoje não tenho religião, mas já fui bem carola. Quando participava do grupo de jovens no colégio, cheguei a trocar correspondências com uma freira e a participar de retiros.

20 - Eu amo profundamente meus amigos e familiares, mas não tenho o costume de ligar, escrever e me declarar para eles o tempo inteiro. Isso acontece especialmente porque não gosto nem um pouco de falar ao telefone. Conversas longas pelo aparelho só acontecem se eu não falo com a pessoa há muito tempo - e olhe lá. Alguns parentes e amigos acham que eu não dou bola para eles, mas eu sou assim mesmo.

21 - Fui repórter de plantão na editoria de Geral da Zero Hora por um ano e meio. Nesse período, vi dezenas de pessoas mortas em acidentes e crimes, mas a parte mais difícil do trabalho era ter de conversar com os familiares das vítimas. Fiquei um pouco mais paranóica com assaltos, sequestros etc. e, até hoje, às vezes imagino algumas cenas nada agradáveis.

22 - Meus pecados mais frequentes são a gula, a preguiça e a luxúria, mais ou menos nessa ordem.

23 - É mais fácil uma pessoa me deixar chateada do que braba. Para me tirar do sério, precisa vacilar muito. Fora isso, poucas pessoas tem a capacidade de me irritar muito em pouco tempo - com destaque para minha irmã Caroline, um ano e meio mas nova do que eu.

24 - Nunca usei drogas ilícitas, por total falta de curiosidade. Tomei dois belos porres (um de marguerita e outro de champanhe), daqueles de apagar e ter de ser levada para casa, ambos com mais de 20 anos na cara.

25 - Pratiquei esportes por muitos anos e nunca me machuquei feio. No ano passado, na festa de 50 anos da RBS, escorreguei no chão molhado, me apoiei com a mão direita e luxei o dedão.

January 29, 2009

Obamicon.me

Um pouco tarde, mas não resisti:

Crie também seu pôster estilo Obama com o Obamicon.

January 27, 2009

Uma dica de Santiago

A fachada é de uma residência malcuidada, com a garagem escondida por um tapume. Mas o interior reserva cor, música, boa comida, romantismo e badalação.

Instalado em uma casa antiga, o Restobar Ky, em Santiago do Chile, tem desde ambientes mais reservados - ideais para jantares românticos - ao enorme salão dos fundos, onde a pedida são petiscos, bebida e paquera. Difícil é entrar e não prestar atenção nos detalhes da decoração. Cada peça tem alguma particularidade - uma das que eu mais gostei tinha um aquário, com apenas uma mesa para oito pessoas.

Em agosto, quando estive em Santiago, eu, minha irmã e um amigo decidimos conhecer o Ky, depois da indicação em um guia de viagem. O guia alertava que, para conseguir uma mesa na agitação do fundo, era necessário reserva. Chegamos cedo - e sem reserva -, a tempo de arranjar uma mesinha num dos cômodos de dentro da casa. A ideia era jantar e conhecer o lugar. Os destaques do cardápio são comidas com toque oriental, especialmente tailandês.

Pedimos uma entrada de camarão e pratos com filé e também com camarão, com molhos apimentados. Depois, degustação de sobremesas. Para acompanhar, vinho da casa (com raras exceções, pedir vinho da casa no Chile não tem erro). Tudo delicioso.

Quando o terminamos o jantar, a casa já estava cheia. Mesmo sem fachada ou qualquer placa de identificação,
o Ky é mesmo point. Se você quiser conhecê-lo, não se esqueça de levar o endereço anotadinho: Avenida Perú, 631, Bellavista. O telefone para reservas é 777-7245.


Dedé e Carol na frente do restobar que parece uma casa malcuidada.

Post feito como colaboração para o blog Recortes de Viagem, da Rosane Tremea

January 25, 2009

O vestido de Nicole

Mesmo que eu acabe não gostando de Australia, novo filme de Baz Lurhmann, uma cena terá toda a minha atenção: quando Nicole Kidman aparece com um qipao vermelho acinturado com estampa de crisântemos. O vestido, importado do guarda-roupa das chinesas (adouro!), é mais uma obra-prima do currículo de Catherine Martin (mulher de Lurhmann), que também assinou o figurino de outros filmes do marido, como Vem Dançar Comigo, Romeu + Julieta e Moulin Rouge (pelo qual ganhou dois Oscars – figurino e direção de arte). E se eu tivesse um corpinho parecido com o da loira, mandava uma costureira fazer um igual!
O vestido chinês é a cereja do bolo de CM, que comandou 300 pessoas durante as filmagens. O figurino tem ainda peças criadas exclusivamente por grifes como Prada (um conjunto de malas usadas por Nicole) e Salvadore Ferragamo (botas de montaria e sapatos). Não vi nenhum dos filmes que concorrem a melhor figurino neste ano, mas já torço por mais uma estatueta para CM.

January 18, 2009

40 lugares para conhecer antes de morrer - parte 5

Antes tarde do que ainda mais tarde. Volto às atividades deste blog falando de uma das coisas que eu mais gosto de fazer: viagens. Andei fuçando nos arquivos antigos e lembrei que tinha parado minha contabilidade dos lugares para onde já fui entre os listados no livro 1.000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer, de Patricia Schultz. Em 2006, estava em 28 e só tinha escrito sobre sete. Fiz agora uma nova conta e cheguei a 40. Sem mais desculpas e explicações, vamos lá, porque ainda falta falar de 33 – e visitar outros 960.

8) Vale do Reno - Alemanha (páginas 123 e 124)
Em 2002, fui com meu pai em um vôo cargueiro até Frankfurt. O hotel dos tripulantes, porém, ficava em Mainz, capital da Renânia-Palatinado. Terra natal de Gutenberg, Mainz é banhada pelo Reno e, além do rio, tem uma série de atrações turísticas, como a catedral Kaiserdom e o próprio museu do Gutenberg. A lembrança do inventor da imprensa, por sinal, está por todos os lados, em estátuas, nomes de barcos e de prédios.
Um dos lugares mais agradáveis para passear na cidade é a beira do Reno, mas é ótimo se perder pelas ruas pequenas do bairro histórico, onde vi, pela primeira vez em seu país de origem, uma série de casas em estilo enxaimel.
Com um Smart alugado, pegamos estrada margeando o Reno até Koblenz. O caminho é cercado de paisagens com direito a vinhedos, florestas, castelos instalados em penhascos e cidadelas que vivem da produção de vinho – especialmente Riesling.
Em Koblenz, fica a fortaleza Festung Ehrenbreitstein, que além de ser um belo ponto turístico, é de onde se pode ter a melhor vista do encontro dos rios Reno e Mosel:


Foto do Flickr de ScotchMist

A partir de Koblenz, pelas margens do Mosel, chegamos a Trier. Assim como todo o caminho até lá, há muitos resquícios do Império Romano e da Idade Média. Ruínas de termas romanas, castelos e muralhas. Em Trier, chama a atenção a Porta Nigra (pelo nome latino, não é difícil deduzir que é do tempo dos romanos). Um lugar onde eu fiz questão de entrar foi no museu montado na casa de Karl Marx, que era de Trier.
Em todos os restaurantes, museus, igrejas e outros pontos visitados, mesmo nas cidades bem pequenas do interior, as pessoas se esforçavam para entender nosso inglês. As estradas, bem sinalizadas, eram ótimas de andar. Certamente, uma região que merece ser visitada.

Outros posts sobre lugares citados no livro:
1) Londres;
2, 3 e 4) Évora, Óbidos e Sintra;
5 e 6) Paris e Catedral Notre-Dame;
7) Palácio de Versalhes.

Próxima parada: Roma, na Itália

December 7, 2008

casmurra com biquinho


Dois dias antes da estréia de Capitu, da Rede Globo, gravei meu trecho no projeto Mil Casmurros (no qual estão envolvidas pessoas mui queridas, como o namorado, Solon, e o amigo Menezes).

Não sabe do que se trata? Demorou. É a maior leitura coletiva de Machado de Assis. O clássico Dom Casmurro foi dividido em mil trechos, que estão sendo gravados por atores, cantores, escritores, personalidades e gente como eu e você.

Eu escolhi o começo do capítulo 65, “A Dissimulação”. Gostou da idéia? Passa e grava também. Ainda tem 300 trechos disponíveis.

November 5, 2008

By Patrick Moberg

September 3, 2008

Oito dias no Chile

Não esquiei, desci uma pista de esqui de bunda. Apesar disso, me diverti muito. Não foram as planejadas férias em Paris, mas Santiago do Chile é uma cidade muito bacana. A viagem teve neve e praia (tava frio, não teve mergulho). Nem vou prometer posts, porque quem lê este blog sabe que não é sempre que eles saem. Tentarei, pois, na medida do possível.

As fotos estão lá no Flickr, pra variar.

Ah, nesse meio tempo, aderi ao Twitter.

August 21, 2008

estou viva

E passeando em Santiago do Chile. Enquanto nao tenho muito tempo para contar detalhes sobre os passeios por aqui, Solon fez um post sobre a minha rapida passagem pela capital paulista.

July 25, 2008

Novidades na blogosfera

Pois o Solon foi morar em São Paulo. E sobre sua nova vida na capital paulista, ele posta neste blog.

Aqui em Porto Alegre, meu caderninho agora tem uma versão online, atualizada diariamente com a colaboração de um conselho de blogueiros. Mesmo que você não more nos bairros Moinhos de Vento, Auxiliadora, Rio Branco, Floresta e Independência, passa lá, vai.

July 10, 2008

a vaca foi pro brejo

Há tempos, eu tenho me irritado um pouco com as pessoas que usam a palavra “literalmente” para coisas que não são literais. Eu achava que era só impressão minha, mas ficou cada vez mais comum. Sério, faça um exercício. Na última semana, eu passei a reparar com mais atenção. E vejam só três frases que eu anotei:

– Naquele dia, depois daquela derrota, meu mundo literalmente acabou. (Dita por um antropólogo)
– O Rafael Nadal está uma patrola. Ele literalmente patrolou os adversários. (Dita por um médico)
– Ele literalmente arrancou uma universidade do governo francês. (Dita por um professor)

Gentém, não é povo ignorante que tá falando. Olha também esta notícia da globo.com.

Eu achei que era a única a notar, mas comentei com minhas irmãs mais novas, e a de 12 anos disse que os coleguinhas e até as professoras vivem fazendo isso. E, recentemente, descobri esta comunidade no Orkut. Aderi.

Atualização:
Olha só que legal. Meu post foi citado em outros dois, aqui e aqui. Com eles, eu descobri que a implicância com o uso do “literamente” de forma “não-literal” vem do início do século passado, entre os puristas da língua inglesa:

Literally for Figuratively. “The stream was literally alive with fish.” “His eloquence literally swept the audience from its feet.” It is bad enough to exaggerate, but to affirm the truth of the exaggeration is intolerable. (item da “lista negra de falhas literárias” de “Write it Right” (1909))

Mais do que isso, provoquei uma análise no campo da lingüística (área que pouco estudei na faculdade de Jornalismo, mas que muito me interessa). Emanuel acha que, como um “desenvolvimento natural do uso dessa expressão”, o “literalmente” vai continuar sendo usado para dar ênfase a algo, mesmo que seja uma afirmação no sentido figurado, e ser perfeitamente aceitável. Concordo com ele, apesar de achar que outras tantas palavras poderiam ser usadas antes para dizer a mesma coisa – Emanuel, eu também implicaria com o uso do “realmente”, apesar de não escutá-lo tanto quanto o “literalmente”.

Quando eu disse que não é gente ignorante que usa dessa forma, quis deixar claro que não é gente que desconhece o sentido original da palavra – os que ignoram esse significado poderiam usar por repetição, já que o uso se tornou banal.

Sendo purista, clichê e prescritivista (quem diria?), continuarei implicando com o uso abusivo do “literalmente” para ênfases. Mas imagino que os dois acadêmicos das letras concordam comigo que, pelo menos notícia da globo.com linkada no meu post, o uso está errado (em qualquer um dos sentidos possíveis).

Foto do Flickr de pitecus