28 lugares para conhecer antes de morrer - parte 2
2) Évora – Portugal (página 51)
3) Óbidos – Portugal (página 51 e 52)
4) Sintra – Portugal (página 53)
Conheci as três cidades na mesma viagem a Portugal, em setembro de 2004, sobre a qual escrevi um post bem grandinho aqui. Neste, vou ficar apenas nas três, sugeridas por Patricia Schultz em 1.000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer.
Évora é a capital do Alentejo, Patrimônio da Humanidade e fica a 138 quilômetros de Lisboa. Em 2004, foi nossa primeira parada no país dos nossos colonizadores e uma das que mais me empolgaram. O núcleo da Cidade Velha é cercado por muralhas, e a população de Évora se desenvolveu ao redor do templo romano de Diana, construído no século II (hoje há apenas as ruínas). Entre os principais pontos turísticos da cidade, o destaque – belo, tétrico, diferente – é a Capela dos Ossos, dentro da Igreja de São Francisco. Na entrada, a frase “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos te esperamos”. Do lado de dentro, ossos de 4 mil monges.
Apesar de Évora ser minha preferida, Óbidos (a 80 quilômetros de Lisboa) é, sem sombra de dúvidas, a cidade mais linda que visitamos em Portugal. A cidadezinha é cercada por uma muralha mourisca, tanto que é necessário deixar o carro do lado de fora para visitá-la – só os moradores podem circular motorizados do lado de dentro. A maioria dos prédios (nenhum alto) que se vê em Óbidos são pousadas, restaurantes ou lojas (se não quiser trazer nada de lá, vale ao menos conhecer a ginjinha, uma bebida doce, tipo um licor, feita de uma fruta parecida com cereja). No livro, Patricia Schultz conta que “a pequena vila foi considerada tão encantadora que se viu transformada em parte do dote de uma rainha – em 1282, o rei Dom Dinis concedeu esse feudo à rainha Isabel como presente de casamento. Nos 600 anos seguintes, todos os monarcas portugueses fizeram o mesmo, perpetuando o título de Óbidos como Casa das Rainhas”. Uma das alas de um castelo do século XV foi transformado em pousada (com diárias entre US$ 150 e US$ 200 para um casal). Mas quem não quiser se sentir rainha de Óbidos pode gastar entre uma e duas horas na cidade, que fica praticamente tudo visto, e seguir viagem.
Pertinho de Lisboa (29 quilômetros a noroeste), Sintra foi durante mais de 500 anos a residência de verão preferida dos reis portugueses. O Palácio da Pena é uma das paradas obrigatórias (mais um que estava fechado quando fomos). O passeio pelo Castelo dos Moutros, construído no século VIII no topo da cidade e com vista para o mar, exige das pernas e dos pulmões, mas vale muito a pena. Patricia Schultz indica como hospedagem o Hotel Palácio de Setais, uma romântica construção do século XVIII. “O nome do palácio é uma referência aos sete suspiros (sete “ais”) que teriam sido dados ali na ocasião da assinatura de um tratado de paz durante as guerras napoleônicas”, ela explica. A diária não é nada barata, como dá para imaginar. Antes de ir embora de Sintra, dê um jeito de comprar as famosas queijadinhas, doce típico da cidade.
Em qualquer uma das três, como em todas as pequenas cidades de Portugal, a principal dica é rodar (a pé, de carro ou bicicleta) para descobrir restaurantes bons, pousadas mais baratas, essas coisas. De uma maneira geral, come-se muito bem em Portugal, por preços bastante em conta (atenção: os pratos individuais lá são enormes e servem duas pessoas). Exceto as hospedagens em castelos e palácios, hotéis e pousadas costumam ser muito mais baratos do que em outros países da Europa. Vale a pena pegar alguns dias (entre 7 e 10) e conhecer várias cidades de carro, já que o país é pequeno.
Fotos da viagem aqui.
Próximas paradas: Paris, Notre-Dame e Palácio de Versalhes
- viagem | Time: 4:34 pm

Tu já conhece mais lugares do que tem anos de vida!
Vou viajando por aqui, enquanto não leio o livro e nem coloco o pé na estrada :)
Comment by Fernanda Souza — July 15, 2006 @ 2:30 am
oie! beijao pra ti.
Comment by bibs — July 16, 2006 @ 8:31 pm