28 lugares para conhecer antes de morrer - parte 3
5) Paris - França (páginas 80 a 86)
6) Catedral Notre-Dame - Île de France, França (páginas 87 e 88)
Não conheço uma só pessoa que tenha ido a Paris e que diga “Não é tão linda quanto dizem” ou “Não, não gostei de lá”. A cidade é tudo o que dizem e muito mais. É linda, charmosa, encantadora. Fiquei sete dias em Paris em 2003, em uma viagem que fiz pela Europa em 17 dias (note que a capital francesa teve um espaço nobre no roteiro, que contemplou ainda Mainz, na Alemanha, Roma e Florença, na Itália, e Londres, na Inglaterra).
Das 10 maiores atrações parisienses listadas por Patricia Schultz em seu 1.000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer, não fui a dois: Hotel des Invalides/Túmulo de Napoleão e Museu de Cluny. Sobre as outras oito, posso falar um pouquinho:
1 - Arco do Triunfo – O maior arco triunfal do mundo (50 metros de altura por 44 de largura), foi construído por Napoleão em 1806. Abriga o Túmulo do Soldado Desconhecido e mantém uma sala de exposições com fotos e gravuras que contam sua história. Também há um espaço com vista para a cidade. A entrada é paga e muitos acham que não vale a pena (eu só vi por fora mesmo).
2 - Basílica de Sacré-Couer – Construída entre 1879 e 1914, a bela basília em estilo romona-bizantino está no topo da colina de Montmartre e proporciona uma bela vista de Paris. Lá dentro, está um dos maiores mosaicos do mundo, retratando Cristo com os braços abertos. Quando fui, peguei um “ensaio” de um coral de freiras que, acredite, era de encher a alma.
3 - Centro Georges Pompidou – O prédio parece virado do avesso, como bem diz a autora de 1.000 Lugares Para…. As tubulações estão à mostra, do lado de fora, pintadas com cores vivas. Fundado em 1977 para mostrar a arte do século XX, era considerado futurista e foi muito criticado. Abriga salas de cinema, opções de alimentação, lojas de artigos de arte e design e o Museu Nacional de Arte Moderna. Do lado de fora, apresentações de artistas de rua.
4 - Torre Eiffel – A “Grande Dama” parisiense foi construída como atração decorativa para a Exposição Universal de 1889, em comemoração ao centenário da Revolução. Foi uma das coisas que mais me impressionou em Paris. Ela é grande, muito grande (cerca de 320 metros!) e proporciona uma vista que abrange 64 quilômetros a sua volta. Custa algo em torno de 10 euros, mas vale cada centavo subir naquele monstro e ver Paris de cima.
5 - Museu do Louvre – É chover no molhado dizer que não dá tempo de ver nada em um dia de passeio pelo Louvre, né? Pois quem dedicar poucas horas dentro do maior museu do mundo (como eu), tem de escolher bem o que quer ver. Vi o básico, Monalisa e Vênus de Milus, por exemplo, mas há 35 mil obras em exposição. Impossível não ter alguma coisa que você vá gostar. As coleções estão hoje divididas em sete departamentos: antiguidades egípicias; arte e antiguidades asiáticas e islâmicas; antiguidades etruscas, gregas e romanas; pinturas; esculturas; grvuras e desenhos e objetos de arte. Há visitas guiadas em vários idiomas. Se ligue e pegue também o panfleto em Português, caso não se entenda muito bem com Inglês e Francês.
6 - Museu D’Orsay – Disparado, meu museu preferido no mundo (seguido pelo Getty Museum, em Los Angeles). Foi construído dentro de uma antiga estação ferroviária neoclássica, mantendo o teto de vidro e os arcos de ferro do edifício original. Não bastasse a estrutura do local ser maravilhosa, o museu expõe obras produzidas entre 1848 e 1914, com destaque para o impressionismo de Monet (sim, adoro aquelas telas que parecem desfocadas), Renoir, Degas, Manet e por aí vai. O restaurante do museu também é especial. Almocei lá (não foi muito baratinho, claro) e não me arrependi.
7 - Museu Picasso – Maior coleção do artista no mundo, com 203 pinturas, 191 esculturas, 85 cerâmicas e mais de 3 mil desenhos, gravuras e manuscritos. É um tesouro para quem curte Picasso.
8 - Catedral Notre-Dame – O ponto alto na minha visita a Paris. Tá, eu sou suspeita, porque sempre foi o que eu mais esperei ver na cidade luz. Mas a catedral gótica conhecida por seus vitrais e suas gárgulas (quem aí viu O Corcunda de Notre-Dame?) é mesmo maravilhosa. Construída entre 1163 e 1345, a catedral pode acolher mais de 6.000 fiéis. A entrada é gratuita, mas se você quiser subir até as torres precisa pagar algo em torno de 5 ou 6 euros. Observe cada detalhe da catedral, desde as estátuas da entrada até cada pedacinho dos vitrais. Tudo lindo, lindo, lindo.
Ruas, bairros e outros pontos turísticos
Além dos pontos turísticos supracitados, é indispensável passear, meio sem rumo, pelas ruas de alguns bairros parisienses, como Montmartre (como citei no post anterior, o bairro da Amélie), Saint-Germain-des-Prés (com seus cafés famosos e até hoje associado ao existencialismo de Sartre e Beauvoir) e Marais (bairro dos judeus e dos artistas, cheio de pracinhas charmosas).
Neste último, fica a Place des Vosges, a praça mais antiga (alguns dizem que a mais bonita) da cidade, toda simétrica e cercada por casas de tijolos rosados. Planejada por Henrique IV no começo do século XVII, teve pelo menos um morador famoso: Vitor Hugo viveu na casa de número 6. Vale tomar um cappuccino em um dos cafés das redondezas e seguir dali para o museu do Picasso, que fica bem pertinho.
Outros pontos indispensáveis, na opinião de alguém que pretende voltar a Paris algumas vezes são o cemitério Père Lachaise, o Jardim de Luxemburgo, a Avenida Champs-Elysées, a Rua Saint Honoré e a Rua Moufettard.
Leia sobre eles clicando abaixo
No cemitério Père Lachaise, fãs e curiosos fazem filas em frente aos túmulos de gente como Jim Morrison (bastante rabiscado pelos visitantes, por sinal), além de túmulos com design “diferenciado”, por assim dizer, como o de Oscar Wilde (esse, beijado pelas visitantes). Tem ainda as lendas criadas em torno de alguns mortos, como a de que passar a mão no pênis da estátua dos jornalista Victor Noir (uma escultura em bronze deitada sobre o túmulo) traz fertilidade – a brincadeira é levada tão a sério que a região ficou marcada com as tantas mãos que já passaram por ali.
É bom colocar no roteito o Jardim de Luxemburgo no meio de uma programação mais cansativa. Ao chegar ali, depois de uma boa caminhada, sente-se em uma cadeirinha disponível e aprecie a beleza do jardim e do palácio.
Falando em caminhar, as ruas indicadas valem para isso. Na Avenida Champs-Elysées, considerada a mais bela do mundo, estão cafés e lojas que valem apenas uma olhada (são caros demais). Nas ruas laterais e paralelas, há cafés e restaurantes mais em conta. Comece a caminhada na Place de la Concorde e vá até o Arco do Triunfo. De noite, a iluminação é um show a parte.
A Saint Honoré é outra via de lojas chiques. Entre elas, está a loja mais legal que eu fui na vida, a Colette. Lá dentro, provavelmente ao som de música eletrônica, você vai encontrar de tudo: CDs, livros, roupas, objetos de design e até uma área especial só para águas (!). Mesmo sem levar nada, vale entrar e dar uma espiada.
Mais restaurantes, cafés e lojas de suvenires estão na Mouffetard. Foi em um restaurante dessa rua onde eu provei escargot. Comi uma porção de seis e me arrependi de não ter pedido logo de 12. A carne do bichinho em si não tem lá muito gosto, mas o tempero com a qual ela é preparada a transforma em um delicioso prato. Sem preconceitos, vai lá e come. Não se arrependerá.
Em restaurantes, cafés e cia
Já que o assunto acabou em comida, vão aí algumas dicas:
- Horários: os restaurantes começam a encher por volta do meio-dia e ficam cheios até as 13h30min. À noite, eles enchem a partir das 19h30min e geralmente não esvaziam antes das 22h. Se você não quiser esperar para comer, jante cedo, das 18h às 19h. E cuidado, raramente os restaurantes servem entre as 14h e as 18h (nas zonas mais turísticas, os horários são mais abertos, claro).
- Garçons e gorgetas: os garçons dos cafés parisienses não são mal educados, mas costumam não ser muito simpáticos. Eles são impacientes, querem servir rapidamente todas as mesas, e acabam não te dando muita bola. Nos restaurantes, diz a lenda que eles não voltam para perguntar sobre a qualidade da refeição, justamente para não incomodar os clientes. Quanto à gorjeta, ela não é necessária quando constar na conta “service compris” (serviço incluído), mas se quiser agradar o empregado, dê 1 euro, no café, e alguns euros, no restaurante.
- Nos cafés, a consumação de quem fica no terraço pode ser maior do que no interior do local. Em alguns restaurantes, principalmente os muito concorridos, os clientes são “obrigados” a pedir alguma coisa, principalmente se tiverem em uma mesa com mais lugares do que o número de pessoas que a estão ocupando.
Transporte
Você já deve ter ouvido que o melhor jeito de se locomover em Paris é de metrô. E é por aí mesmo. O trânsito parisiense é caótico e pegar táxi, por exemplo, é garantia de engarrafamento e incomodação. O metrô é fácil, barato e rápido. Algumas estações só não são muito limpas. De qualquer jeito, se a distância não foi muito longa, vale a pernada.
- viagem | Time: 7:06 pm

Mesmo sem nenhum plano concreto de ir a Paris, fiquei frustrada quando fiquei sabendo pela minha professora de História da Arte, que em 15 dias ela não conseguiu ver tudo! E olha que a viagem foi de estudos de arte.
Comment by Fernanda Souza — August 22, 2006 @ 8:08 pm
Ih, então era pior, porque ela devia ficar hoooras na frente das obras. Mas é por aí mesmo.
Comment by Mirella — August 23, 2006 @ 3:38 am