January 17, 2008

hey jude

jim Certamente não é o melhor filme feito em 2007. Mas há pelo menos um bom motivo para assistir a Across The Universe: Jim Sturgess. Esse moço aí do lado, além de ser um gatinho, é responsável por alguns dos melhores momentos do filme, como essas versões para I’ve Just Seen A Face e All My Loving, ou esse início de All You Need Is Love.

O filme é basicamente isso, clipes de músicas dos Beatles (com alusões a filmes da banda), costurados por uma historinha de amor entre o inglês Jude e a americana Lucy (Evan Rachel Wood, que acaba com alguns clássicos) nos anos 60. Ainda tem participações de Bono Vox, Joe Cocker e Salma Hayek – vestida de enfermeira, gurizes.

Enfim, vale o ingresso de dia de semana.

September 29, 2007

orgulho dos amigos

Anna e Lique já deram os parabéns publicamente, e eu me junto a eles, orgulhosa. Na noite de quinta-feira, a Fresno ganhou o prêmio de Revelação no VMB. Mais do que merecido.

Além do prêmio, a noite teve a memorável participação do Lucas (ou Paraíba, como queira) em apresentação com Sandy e Junior. Sensacional.


June 15, 2007

Não sou nenhuma abobadinha do You Tube, mas volta e meia assisto aos inúmeros vídeos engraçados (ou surpreendentes/emocionantes etc.) sugeridos por amigos em e-mails ou blogs por aí. Porém, o único vídeo que eu indico atualmente é esse aí embaixo.

Sabe aqueles caras sem noção que se arriscam participar de programas tipo American Idol (ou Ídolos, na versão brasileira) e serem ridicularizados? Pois esse cara, um inglês supertímido, venceu o medo e foi para uma dessas seleções. Acabou, como de costume, indo para a Internet virando sucesso de acessos no You Tube, mas pelo motivo inverso. Não vou contar mais nada porque pode perder a graça. Assiste o vídeo aí, se quiser.


April 18, 2007

A noite em que vi o Aerosmith

Quando me apaixonei por Hole in My Soul (faixa do CD Nine Lives, do Aerosmith), lá no final dos anos 90, nem passava pela minha cabeça pegar um avião para ver aquela banda americana que estudamos na aula de inglês no Cultural. A partir desse primeiro encantamento com a turma de Steven Tyler, descobri que tantas outras músicas legais – como Crazy, Cryin’, Dream On – também eram daqueles caras.

Nessa época, dividindo a paixão com colegas de colégio, passei a comprar todos os discos da banda, um a um, garimpando promoções da Multisom com o dinheiro da mesada. Meu sonho de consumo passou a ser a Box Of Fire, uma caixa que reunia os primeiros álbuns, com um livrinho de fotos e tudo mais (que acabei ganhando quando fiz 18 anos, em 2001). Por algumas vezes, rolavam boatos de que eles viriam ao Brasil, nunca concretizados.

Passada a euforia da adolescência, quase não escutava mais meus CDs do quinteto de Boston. Mas quando ouvi dizer que havia a possibilidade (dessa vez bem real, ao que parecia), não tive dúvidas de que faria o possível para vê-los. Na semana passada, como os poucos leitores deste blog já sabem, me mandei para São Paulo com apenas um objetivo: ver, o mais perto possível, o bocão de Tyler cantando minhas músicas preferidas.

Como provavelmente todos os fãs da banda que estiveram no Morumbi, amei o show e a experiência de tê-lo assistido ao vivo (coisa que, há anos, não tinha mais esperança). Em se tratando de uma banda com quase 40 anos de carreira e muitos sucessos, é quase óbvio dizer que faltaram algumas músicas importantes – como Crazy e Amazing, que formam com Cryin’ a trilogia de clipes com Alicia Silvertone. Mas o setlist, publicado no post anterior, contemplou as quatro décadas de hits da banda.

No telão, algumas imagens de clipes e apresentações da banda. Na abertura do show, uma bandeira do Brasil, fazendo um grau com o público.

Durante todo o show, Tyler foi simpático. Falou ao público algumas vezes, largando os tradicionais “Obrigado, São Paulo”. E não parou um minuto no palco. Cantou, dançou, correu pra lá e pra cá. De chapéu, óculos escuros e lenço no pescoço, cantou fazendo caras e bocas (e que boca!). Joe Perry, um dos guitarristas, ousou fazer perguntas em inglês e ainda comentou que esperava mesmo um “sim” para a pergunta “Como vocês estão se sentindo?”. No final da última música, se jogou em cima da bateria depois do solo.

O momento mais emocionante viria com uma balada, claro. Enquanto Tyler cantava Cryin’, isqueiros e celulares brilhavam na platéia. Em seguida, eles engataram uma das minhas preferidas, What It Takes. Aí foi também o meu maior momento de emoção (confesso: eu chorei do final de uma até a metade da outra).

Uma plataforma que ia até o meio da platéia – a uns 12/15 metros de onde eu estava – encurtou a distância entre banda e público. No momento blues da noite, com Baby Please Don’t Go, Stop Messin’ Around e Seasons of Wither, Tyler e Perry sentaram por ali, bem pertinho da turma do gargarejo.

O público foi pouco empolgado na hora de pedir o bis (até mesmo os que estavam perto de mim, muitos do fã-clube oficial). A banda voltou, mas tocou apenas uma música: Walk This Way. Depois de quase duas horas, tinha terminado o show que eu sonhava em ver há anos. Das minhas músicas preferidas, faltou justamente a responsável pela minha primeira paixão pela banda, Hole in My Soul, mas foi, sem dúvida, o show da minha vida. Agora sim, morrerei feliz, muito feliz.

Foto do Flickr de DaigoOliva

April 13, 2007

Morumbi em chamas

Estou em Sampa. Cheguei há pouco do Morumbi, onde vi o show do Aerosmith. Só quero dizer que estou emocionada. Enquanto não me acalmo e escrevo algo sobre isso, leiam a matéria do Terra, que detalha o setlist* e comenta alguns momentos do show.

Steven Tyler é demais. Boa noite a todos. Até logo.

*setlist completo:
01. Love In An Elevator
02. Toys In The Attic
03. Dude (Looks Like A Lady)
04. Falling In Love (Is Hard On The Knees)
05. Cryin’
06. What It Takes
07. Jaded
08. Baby, Please Don’t Go
09. Stop Messin’ Around
10. Hangman Jury/Seasons Of Wither
11. Dream On
12. Janie’s Got A Gun
13. Livin’ On The Edge
14. I Don’t Want To Miss A Thing
15. Rag Doll
16. Sweet Emotion
17. Draw The Line
Bis:
18. Walk This Way

February 12, 2007

It’s amazing

Banda que embalou minha adolescência, o Aerosmith tocará no estádio do River Plate, em Buenos Aires, no dia 15 de abril, com abertura do Velvet Revolver.

Algum leitor maluco desse blog topa me fazer companhia nessa? Os ingressos já estão à venda!

Atualização (14/2): Confirmaram o show em Sampa. Minha vida é mais feliz agora.

October 22, 2006

Os Paralamas do Sucesso tocaram na Capital

Enquanto ainda não tive tempo para escrever um post sobre o show, aí está o link das fotos que eu fiz da apresentação dos Paralamas em Porto Alegre na última quinta-feira.

November 30, 2005

My favorite bootleg

pearljam

Assim como os shows do Pearl Jam no Chile e na Argentina, o espetáculo de segunda-feira está disponível para download (MP3, 192 kbps) no site da banda, por US$ 9,99. Além das músicas, o pacote traz fotos da performance (como a do post abaixo) e ilustrações para compor a capa do CD. Uma bela recordação para quem esteve presente no melhor culto religioso já realizado na Capital.

O setlist:

01. Long Road, Last Exit (8:01)
02. Animal (2:41)
03. Do the Evolution (3:46)
04. Green Disease (2:47)
05. Jeremy (6:29)
06. Grievance (3:17)
07. Cropduster (4:00)
08. Even Flow (7:44)
09. Better Man (4:28)
10. State of Love and Trust (4:16)
11. Daughter (7:16)
12. Habit (3:51)
13. Given to Fly / Immortality (9:30)
14. Save You / Rearview Mirror (11:16)
15. Encore Break 1 (1:48)
16. I Got ID (4:13)
17. Crazy Mary (10:29)
18. I Believe in Miracles (3:46)
19. Alive (7:25)
20. Encore Break 2 (1:12)
21. Elderly Woman (…) in a Small Town (3:22)
22. Cordury (4:59)
23. Blood (5:45)
24. Baba O’Riley (5:12)
25. Yellow Ledbetter (6:40)

Outros bootlegs aqui.

November 29, 2005

Morrerei feliz

Duas horas e meia depois do início do show, eu tinha absoluta certeza do que já suspeitava há alguns dias: valeu a pena entrar às pressas no Ten Club, comprar o ingresso mais caro, chorar uma folga antecipada, chegar às 15h para buscar pulseirinhas, aguardar até as 16h45min (que acabou sendo 17h38min) para entrar e até as 21h15min para ver o show. Tudo isso sem comer ou ir ao banheiro desde às 14h.

Eu fiz e faria de novo tudo isso (e o que mais fosse preciso) para ver o Pearl Jam de perto. Ou o mais perto possível. Para quem foi no show, a explicação da minha localização é fácil: estava na pista, do lado esquerdo, e era a quinta ou sexta colada na grade do corredor. Para quem não foi, é necessário explicar que, bem em frente ao meio do palco, havia um corredor separando a pista em dois. Eu fiquei do lado da grade desse corredor. Ou seja, inclinando um pouco o corpo, eu podia ver cada ruguinha do Eddie Vedder.

Ao show, enfim. Somando o quanto eu gosto da banda com a performance da mesma, posso dizer que foi o melhor show da minha vida. Como provavelmente eu nunca verei o Aerosmith ao vivo, são poucas as chances de eu me envolver tanto com um espetáculo musical (talvez com o U2, se rolar uma ida a Buenos Aires em março do ano que vem).

O Pearl Jam, como era esperado, não apresentou nenhuma grande novidade no palco. Não trouxe performances teatrais, não investiu em cenário ou iluminação etc. A banda não fez mais do que precisava fazer: subir ao palco e tocar. O show do quinteto de Seattle superou o som ruim do Gigantinho – ali da frente senti falta apenas de um pouco mais de volume na voz de Vedder – e o empurra-empurra dos fãs mais exaltados. Foi mais ou menos como eu imaginava: simples, muito bom e inesquecível.

Quem conseguiu me surpreender foi Eddie Vedder. Com uma presença conhecida dos fãs (quem já tinha visto DVDs de shows, por exemplo, sabe do que estou falando), ele trouxe ao palco papéis com mensagens em português para ler ao público. Eu já tinha achado muito afudê quando John Pizzarelli apresentou, além de frases e expressões tradicionais como “boa noite” e “muito obrigado”, coisas do tipo “três caipirinhas, por favor”, “sem problemas” e “frango grelhado” (pronunciado “grilado”). Vedder foi além. Se deu ao trabalho de ler – com um sotaque que ninguém reparou – longas frases como “Estive no Brasil pela primeira vez há seis anos, tocando com o Ramones (…) Perdi um grande amigo, o Johnny Ramone. Essa música é em homenagem a ele, e quem vai tocar conosco é Marky Ramone” (isso é mais ou menos o que eu lembro, não reparem). Vedder ainda agradeceu a paciência de quem esperou anos para ver um show deles no Brasil e repetiu que se sentiam muito felizes de tocar aqui (e de estar longe dos Estados Unidos também).

Ele não chorou em I Believe in Miracles, como (segundo consta) na Argentina. Mas a performance com o baterista dos Ramones foi uma das boas surpresas do show. Atencioso, o vocalista do Pearl Jam entregava suas palhetas para os seguranças alcançarem a fãs escolhidos a dedo na platéia. Ao recolher uma bandeira do Brasil jogada no palco, levou às costas do guitarrista Mike McCready. No bis, pediu (desta vez por meio de um intérprete) um Parabéns a Você em português para o baterista Matt Cameron.

Para delírio dos campeões da Série B, o tecladista Kenneth “Boom” Gaspar, o sexto elemento da banda, vestiu uma camiseta tricolor jogada no palco. Certamente ele não tinha noção de onde estava tocando (mas nenhum colorado teve a idéia antes, fazer o quê?).

Meu momento de maior emoção foi quando eles tocaram três das minhas músicas preferidas na seqüência: Better Man, State of Love and Trust e Daughter, mas a canção que fez os milhares de fãs que lotaram o Gigantinho cantarem levantando os braços num momento de celebração coletiva foi Alive, talvez o maior clássico da banda.

O bom de assistir a um show de pertinho é poder reparar nos detalhes. Do lado direito do palco, uma menininha (que imagino ser Olivia, a filha de um ano e meio de Vedder) acompanhou o show do início ao fim. Com fones de ouvido quase do tamanho de sua cabeça, a pequena balançava os braços e até pegou um microfone em alguns momentos. Enquanto o Gigantinho reverenciava o Pearl Jam em Alive, a menina tentava imitar os gestos do papai e do público. Coisa mais querida.

Saí do ginásio satisfeitíssima com o que vi. Não preciso, tão cedo, ir a shows por aí (o que, no meu atual horário de trabalho, é bom mesmo). Continuarei emocionada pelos próximos dias. Talvez não tanto quanto uma guria que pegou uma baqueta de Cameron pertinho de mim e chorava compulsivamente, mas o suficiente para não me cansar de repetir “Eu fui ao show do Pearl Jam”.

November 28, 2005

É hoje

A única coisa que importa hoje é isso.

Já estou com meu cartão de acesso ao box número 69 do Beira-Rio, onde meu carro (espero) estará protegido durante o show. Em breve, estou indo buscar a pulseira que me permitirá entrar 15 minutos antes de os portões serem abertos. Ficarei grudada na grade até me arrancarem de lá.

Informações importantes para quem se dirige ao Gigantinho logo mais:

Serão permitidos o ingresso de sanduíches, copos descartáveis de água, frutas cortadas e máquinas fotográficas que não sejam profissionais. Por outro lado, são proibidos jornais, revistas, guarda-chuva, garrafas plásticas, bebidas alcoólicas, substâncias tóxicas, fogos de artifício, objetos que possam causar ferimentos, armas de fogo, copos de vidro, frutas inteiras e latas de alumínio.

Segundo a organização do evento, estarão de plantão no Gigantinho 10 médicos e duas ambulâncias, sendo uma delas UTI Móvel, posicionada no portão 6.

E sim, estou emocionada.

November 15, 2005

Você vê música?

Ao clicar na foto acima, verás essa imagem em tamanho maior (1280x960), na qual existem dezenas de referências a bandas estrangeiras. Mas atenção: só o faça se você tiver tempo, pois é impossível não perder vários minutos quebrando a cabeça com cada detalhe.

A peça faz parte da campanha “Exercise your music muscle“, da loja de música digital da Virgin. No site, tem também um vídeo (ainda mais difícil de decifrar do que a imagem acima) com citações de músicas famosas, como Another brick in the wall, We are the champions e Hotel California.

Ainda não há uma lista oficial com as bandas e músicas referenciadas nas peças, mas há quem já esteja fazendo sua própria, como o Solon. No blog Brainstorm #9 tem um povo dizendo o que já encontrou também.

Eu não vou dar nenhuma dica. Se quiser colar, vá para esses dois links. [Via Alexandre de Santi, por e-mail]

November 7, 2005

Segunda melhor notícia

Depois de Pearl Jam no Brasil, eles voltam a tocar em terras tupiniquins no ano que vem. É muito bom para ser verdade. E se for mesmo, minhas férias de verão já estão marcadas.

October 28, 2005

Quem chegar por último é mulher do padre

Parece que até o meio-dia de hoje, dos 33 mil ingressos vendidos para os shows do Pearl Jam no Brasil, apenas 800 tinham sido comprados por porto-alegrenses. Pois à noite esse número subiu para, no mínimo, 802.

Solon e eu garantimos nossos lugares na pista, de preferência bem perto do palco, no dia 28 de novembro. E eu comecei a contagem regressiva.

October 26, 2005

Assino embaixo

Assim como o Menezes, posso dizer que o Bruno traduziu em palavras o que eu senti no show de ontem. Só não é exatamente a mesma coisa porque o Bruno conhece bem Arcade Fire. Eu só tinha escutado duas ou três músicas.

September 2, 2005

Melhor notícia

Já está no site da banda: Pearl Jam fará uma turnê pela América do Sul no final do ano. Aqui no Brasil, eles começam justamente por Porto Alegre, no dia 28 de novembro.

Nov 28 - Porto Alegre, Brazil
Nov 30 - Curitiba, Brazil
Dec 2 - Sao Paulo, Brazil
Dec 4 - Rio de Janeiro, Brazil