porto-alegrenses e simpatizantes
Venho por meio deste informar que o PAlegre, blog sobre assuntos da nossa Capital formado e mantido por esta mais um bando de amigos, está de casa nova.
Sem mais.
- Porto Alegre, blog | Time: 2:37 am Comenta aí »
Venho por meio deste informar que o PAlegre, blog sobre assuntos da nossa Capital formado e mantido por esta mais um bando de amigos, está de casa nova.
Sem mais.

Acostumado a fotografar tragédias nas madrugadas de Porto Alegre e Região Metropolitana, meu colega de plantão Marcos Nagelstein foi escalado para cobrir o Carnaval porto-alegrense (desfiles que, no ano passado, me surpreenderam positivamente).
Como bom fotógrafo que é, ele fez belos registros da festa.
Quando leio esse tipo de notícia, lembro da minha mãe, que morou três anos em Sampa e costuma fazer comentários como “o que adianta saírem milhões de moradores de São Paulo nos feriados se continuam outros milhões lotando shoppings, cinemas e pizzarias?”.
Se na capital paulista não faz grande diferença quantas pessoas viajam no feriado, aqui na província a cidade que já está semi-deserta no verão fica ainda mais vazia no Carnaval. Só não posso dizer que vou aproveitar isso e ver pouca gente durante o feriadão porque vou trabalhar justamente onde o povo vai estar: nos bailes da cidade e nos desfiles das escolas de samba. Tudo de bom.
UPDATE: Se morasse em São Paulo e não trabalhasse na madrugada, iria nisso aqui.
Já que o Solon resolveu divulgar antes que eu começasse a postar de verdade, faço o mesmo: foi oficializado o “lançamento” de um blog coletivo idealizado por ele e incentivado por mim. O PAlegre trata, obviamente, sobre nossa querida Capital.
A idéia é que mais gente colabore, com posts de interesse aos porto-alegrenses (vale música, gastronomia, cinema, esporte, eventos e mais o que o cidadão quiser comentar). Quem estiver a fim de se juntar ao projeto, mande um mail para mim (endereço no blogroll) ou para o Solon.
“Os que quiserem fazer contribuições esporádicas, mesmo que sejam posts publicados em seus blogs pessoais, também estão mais do que incentivados a fazê-lo”, como disse em seu post meu querido namorado.
Enquanto Porto Alegre não tem uma sorveteria como a Coldstone, onde a massa do sorvete é misturada na hora com outros ingredientes, resultando em combinações como Bana Split Decision ou Cand Land, eu ainda fico com os sorvetes tipo italiano, que podem ser encontrados em lugares como a D’Argento e a Troppo Buono.
Já que não posso comer o maravilhoso Coffee Lovers Only, descobri uma combinação satisfatória de sorvete de café com chocolate e avelã. Pedindo, na D’Argento (Rua Padre Chagas, 342), uma bola de sorvete de café com uma bola de sorvete de Nutella e cobertura de chocolate, tem-se o melhor exemplar de doce gelato cafeinado da Capital. Recomendo.
E-mail que recebi (eu e provavelmente todos os jornalistas da cidade) da organização da Bienal do Mercosul na semana passada:
Eduardo Galeano visita amanhã a 5ª Bienal do Mercosul
O escritor uruguaio Eduardo Galeano visita amanhã, às 10h, a 5ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre. A visita terá início pelos armazéns do Cais do Porto, acompanhado pelo vice-presidente da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Justo Werlang, e pelo curador-adjunto, Gaudêncio Fidelis.
Eduardo Galeano nasceu em Montevidéu, no Uruguai, em 1940. Em sua cidade natal foi chefe do semanário Marcha e diretor do jornal Época. Em Buenos Aires, Argentina, fundou e dirigiu a revista Crisis. Esteve exilado na Argentina e Espanha desde 1973; no início de 1985 regressou ao Uruguai. Desde então reside em Montevidéu. É autor de vários livros, traduzidos em mais de vinte línguas, e de uma profusa obra jornalística. Recebeu o prêmio Casa das Américas em 1975 e 1978 e o prêmio Aloa dos editores dinamarqueses em 1993. A trilogia Memória do Fogo foi premiada pelo Ministério da Cultura do Uruguai e recebeu o American Book Award (Washington University, USA) em 1989. Em abril de 1999, foi distinguido com o Prêmio à Liberdade da Cultura, outorgado, em sua edição inaugural, pela Fundação Lannan, dos Estados Unidos.
Nota da coluna de Roger Lerina Segundo Caderno de 22/10:
Galeano na Bienal
O escritor uruguaio Eduardo Galeano visitou ontem à tarde a 5ª Bienal do Mercosul. A visita teve início pelos armazéns do Cais do Porto e foi acompanhada pelo vicepresidente da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Justo Werlang, e pelo curador-adjunto, Gaudêncio Fidelis.Quem também percorreu os espaços da megamostra ao lado do autor do clássico As veias abertas da América Latina foi Clari Marcon, mãe do violonista prodígio Yamandú Costa.
Nota da coluna de Roger Lerina no Segundo Caderno de ontem:
Errei, erramos
Diferentemente do que a coluna publicou no sábado, o Eduardo Galeano que visitou a 5ª Bienal do Mercosul, na sexta, não era o célebre escritor uruguaio, figura mítica da esquerda, autor do já clássico As veias abertas da América Latina.
Tratava-se de um homônimo dele, argentino da cidade de Posadas, embaixador cultural da província de Misiones.– Não é a primeira vez que isso acontece – divertiu-se o visitante. – Já enfrentei confusões em seminários e simpósios.
Os curadores da Bienal que foram recepcioná-lo só se deram conta do equívoco na hora em que viram o embaixador missioneiro: mais jovem e de menor estatura que o autor uruguaio. O Galeano argentino fez a visita na companhia de Clari Marcon, mãe do violonista gaúcho Yamandú Costa. Ela é comadre de uma amiga dele e fez questão de cicereoná-lo no passeio pela capital gaúcha.
A propósito: Eduardo Galeano apreciou muito a Bienal, gravou imagens nos armazéns do Cais do Porto e pregou a necessidade de se intensificar a integração entre os países do Prata.
Taí algo que eu queria ter visto: a cara dos curadores da Bienal que esperavam o escritor Eduardo Galeano no aeroporto.
Já está no site da banda: Pearl Jam fará uma turnê pela América do Sul no final do ano. Aqui no Brasil, eles começam justamente por Porto Alegre, no dia 28 de novembro.
Nov 28 - Porto Alegre, Brazil
Nov 30 - Curitiba, Brazil
Dec 2 - Sao Paulo, Brazil
Dec 4 - Rio de Janeiro, Brazil
Justo na semana em que eu resolvi baixar as roupas de inverno e guardar praticamente todas as minhas regatas e roupas de verão, faz quase 30ºC em Porto Alegre. Sacanagem.
Ontem foi uma noite para incentivar as tentativas de fazer Porto Alegre deixar de ser uma província. Primeiro, show do Placebo. Depois, Nacional/Iguatemi 24 horas.
Porto Alegre não recebe grandes shows internacionais com muita freqüência. Portanto, tento ir aos das bandas que eu gosto, mesmo que não seja lá muito fã. Estava disposta a pagar R$ 30 pelo evento, mas acabei conseguindo dois ingressos de última hora. Não posso comentar o setlist como o Bruno, mas achei o show bem bom. Minha única reclamação é com relação ao som. Quem estava perto do palco jura que estava bom, mas lá ao lado das mesas de som e luz estava bem ruizinho.
Depois do show, fomos jantar no Nacional do Iguatemi, desde ontem 24 horas. A reforma que fizeram para deixá-lo com jeito de armazém tornou o ambiente mais aconchegante. Não tinham 250 marcas de cerveja, como prometido, mas a diversidade é grande. Não contei os pães, mas pode ser que chegasse perto dos 150 tipos que anunciaram. A adega tem vinhos de vários cantos do mundo, com direito a uma tabela comparando a qualidade das safras por região. Na sessão dos queijos encontrei um queijo português curado, de leite de cabra e de vaca. Uma delícia, mas não comprei. O quilo da maravilha custa mais de R$ 150. Mas a maior decepção, apesar de previsível, é não ter graviola entre as frutas exóticas.
O supermercado tem ainda charuteria, cafeteria e restaurante. Com um cardápio que varia de lanches a filés, passando por sopas, pizzas e vários tipos de entradas, o restaurante tem preços bem honestos. Comemos um prato de filé ao molho de nata e batatas por R$ 12,90. A cerveja custa um pouco mais do que na prateleira do super (está gelada, afinal de contas), mas os vinhos custam o mesmo preço. É só ir até a adega (ao lado do restaurante) e escolher seu preferido.
Ontem ainda não estavam servindo pizza e alguns pratos. Muitos minutos depois de pedirmos o couvert, o gerente vem avisar que a padaria não fornecera os pães específicos. A Budweiser não estava gelada, então ele trouxe Bohemia. Enfim, probleminhas de primeiro dia do estabelecimento. Mas a maior reclamação foi com relação ao atendimento. Apenas um garçom cuidava das mesas, por volta da meia-noite. Vimos dois grupos de pessoas indo embora por não terem sido atendidos. Não é culpa dele, que estava trabalhando por dois, três. Espero que se liguem e escalem mais alguns. Depois de alguns ajustes, tem tudo para ser um dos meus locais preferidos na cidade.

Foto: Solon Brochado
Em um post lá de fevereiro, eu indicava a ida ao Morro da Glória para ter uma vista privilegiada da capital dos gaúchos. Agora, volto a sugerir uma subida ao morro para ver a cidade. Desta vez, falo do Morro da Apamecor, onde eu estava na foto acima, do dia 28 de março.
No da Glória, tem o Santuário Mãe de Deus, que é lindíssimo, e a vizinhança é bem rural. No da Apamecor, há belas casas, inclusive o ateliê do Vasco Prado. Os dois passeios valem a pena.
Eles não são exatamente pubs. Há mesas na rua e às 23h não toca o sino avisando que é o momento de comprar a última cerveja da noite. Adaptados ao clima e aos costumes brasileiros, os quase-pubs irlandenses viraram moda em Porto Alegre.
O primeiro (corrijam-me se estiver enganada) é o único cujo dono é irlandês mesmo: o Shamrock Irish Pub. O clima é aconchegante, há mesa de sinuca e chicken dippers (tiras de peito de frango a milanesa com molho de mel e mostarda), que eu adoro. E o Simon, como bem lembrou a Julia, é gente finíssima.
Mas, duns tempos pra cá, outro tem recebido minha atenção: o Mulligan, na Padre Chagas. A primeira grande vantagem é a variedade de cervejas. O chope básico é Eisenbahn, nas versões Pilsen, Pale Ale, Dunkel ou Weizenbier. Os copos, de 200ml, 300ml ou meio litro, custam R$2,95, R$3,95 e R$6,25. Para quem gosta das stout, a irlandesa Beamish – que eu achei de-li-ci-o-sa – (pint R$16,90 ou R$9,90 meia) ou uma garrafa de Guinness (440ml, R$ 18,90). A weizenbier alemã Erdinger custa R$13,30. São carinhas, é verdade, mas são cervejas importadas, lembre-se.
Entre as nacionais, tem a Baden-Baden Red Ale (600ml, R$16,90), considerada uma das melhores cervejas produzidas no Brasil. Os mais curiosos – e abonados – podem provar a Deus, cerveja-champagne belga maturada em barris de carvalho (750ml, R$199). A garçonete jurou que saem cerca de cinco, seis garrafas desta por mês.
A comida do Mulligan também é gostosa. Há pratos e petiscos para paladares tradicionais, um pouco mais avançados e complexos. Iscas de filé, bolinhos de queijo e bruchettas não têm muito erro. O tal boxty, uma panqueca irlandesa feita de batata, é bem boa. Ainda quero provar o filé com com cerveja dunkel arroz e fritas e o mousse de chocolate belga. Ficaram pra próxima.
Para finalizar, a lojinha Beer Paradise (a mesma do Cherry Blues Pub, se não me engano) tem 60 tipos de cerveja do mundo todo para levar pra casa. Vejo os olhinhos dos bêbados brilhando.
Foi-se o tempo em que a violência em Porto Alegre estava concentrada apenas na zona periférica da cidade. Há alguns meses, mataram um em frente ao Cherry Blues Pub, no Moinhos de Vente. Outro dia, foi em frente ao Opinião, na Cidade Baixa. Nesta madrugada, três pessoas que estavam no Ossip – ou na calçada do Ossip – foram baleadas. Não sei a gravidade dos ferimentos, mas os três ainda estavam no HPS agora pela manhã.
Começo, oficialmente, a me sentir insegura morando aqui.
Eu já achava massa ver Porto Alegre de cima do Morro Santa Teresa, mas a partir deste domingo considero obrigatório a todo morador da Capital ir até o Santuário Mãe de Deus, no Morro da Glória e apreciar A VISTA. Para completar, a igreja é muito afudê.
Mais um sinal de evolução da capital dos gaúchos: Porto Alegre terá um supermercado 24 horas até o Natal. O Sonae comprou o antigo prédio do Febernati, na Bela Vista, e vai transformá-lo no que o presidente do grupo chamou de “espaço de conforto” para a cidade. Ainda não foi divulgado de qual rede será (o Sonae controla Big, Nacional, Maxxi Atacado, Cândia e Mercadorama), mas pouco me importa. Ter onde comprar o que quiser, no horário em que quiser, é um avanço que já estava demorando demais pra chegar.
Agora falta sair do papel o Porto dos Casais.
Espero que isso signifique de vez que Porto Alegre não recebe apenas shows internacionais de bandas e artistas em decadência. Depois do Lenny Kravitz, no próximo dia 15, tem Placebo em 19 de abril. Não sou a maior fã de nenhum, mas tentarei ir a ambos.