September 24, 2007

sinal de vida. e vida nova.

Como já virou quase um costume, abandonei o blog nos últimos tempos. Como quase sempre, a explicação é a mesma: falta tempo, falta disposição, falta assunto. Desta vez, pelo menos nos últimos 15 dias, havia mais um motivo: lesão.

Dançando na festa de aniversário dos 50 anos da RBS, escorreguei no piso molhado, me apoiei na mão direita (na esquerda havia um copo) e luxei meu dedão. Sim, o dedo mais importante de todos saiu do lugar, levando com ele os ligamentos e tudo mais que faz um dedo saudável “funcionar”, digamos assim.

Nos últimos 15 dias, com a mão direita enfaixada e dolorida, estive afastada do trabalho e de várias atividades, como este blog e o PAlegre. Hoje, voltei a trabalhar e a postar.

Os blogs continuam os mesmos, mas o trabalho mudou, provando que 2007 é o ano das mudanças. Depois de ter saído do plantão da Geral, lá em abril, a troca é de horário, de função e de “produto”.

A partir de agora eu sou a editora do caderno ZH Moinhos, que passa a ser semanal. A área de cobertura são os bairros Moinhos de Vento, Auxiliadora, Independência, Floresta e parte do Rio Branco. Digo isso porque aceito (e peço) todo tipo de colaborações.

Passado o momento “atualizando as novidades na minha vida”, continuamos com a programação normal.

May 19, 2006

Aos detalhes

Não era para ser um grande mistério meu último tópico do post anterior, mas acabou provocando a curiosidade do pessoal. O que acontece é que eu comecei ontem na força-tarefa da Copa do Mundo aqui no jornal.

Minha principal função até o último jogo do Brasil no Mundial é atualizar o blog da Copa, ao lado de outras pessoas dos jornais e da Gaúcha. Portanto, até a desclassificação vergonhosa do Brasil ou o hexacampeonato, eu estou sendo paga para, entre outras coisas, blogar.

O blog começou hoje. E, como um internauta comentou, os posts ainda estão meio com cara de matéria de jornal. Aos poucos (eu espero que em breve, principalmente quando os enviados da RBS chegarem à Europa), ele vai ficando com mais cara de blog mesmo.

Quem se interessar, pode acessar lá, comentar e até contribuir. Ah, pode falar mal também, não tem problema.

May 10, 2006

Notas da redação

* Depois de duas semanas como responsável pela contracapa da Zero Hora, descobri que fazer dois títulos e duas legendas é mais difícil do que parece, mas mais fácil do que eu pensava. De qualquer forma, acho que não tenho muito talento para edição.

* Na volta ao plantão da Geral, ontem, passei em alguns postos de gasolina para saber a opinião do pessoal sobre o projeto que será votado hoje na Câmara de Porto Alegre, que proíbe a venda de bebidas alcóolicas nesses locais. Quando pergunto para os atendentes de uma loja de conveniências se eles já viram muitas brigas, confusões por causa da bebida etc., o cara me diz “Só a assessoria de imprensa pode responder isso”. Eu mereço.

* Em breve (algo em torno de uma semana), passarei a ser paga para blogar (ai, esse verbo). Claro que não é aqui no Cafeína ou no PAlegre (onde tenho postado um pouco mais ultimamente), mas só conto os detalhes na semana que vem.

February 24, 2006

cidade fantasma

Quando leio esse tipo de notícia, lembro da minha mãe, que morou três anos em Sampa e costuma fazer comentários como “o que adianta saírem milhões de moradores de São Paulo nos feriados se continuam outros milhões lotando shoppings, cinemas e pizzarias?”.

Se na capital paulista não faz grande diferença quantas pessoas viajam no feriado, aqui na província a cidade que já está semi-deserta no verão fica ainda mais vazia no Carnaval. Só não posso dizer que vou aproveitar isso e ver pouca gente durante o feriadão porque vou trabalhar justamente onde o povo vai estar: nos bailes da cidade e nos desfiles das escolas de samba. Tudo de bom.

UPDATE: Se morasse em São Paulo e não trabalhasse na madrugada, iria nisso aqui.

February 4, 2006

Os sapatos adequados

Domingo à noite, redação de Zero Hora, há uns dois, três meses:

Editor de Polícia: Fulana, a Mirella foi para a Restinga fazer a matéria de um policial baleado em um mercado.
Editora: Mas a Mirella foi pra Restinga de saltinho?
Editor de Polícia: Sei lá se a Mirella estava de salto ou não.
Editora: Sim, ela tá com um sapato de salto.

Naquele domingo, fui tirada da minha primeira folga em finais de semana desde muito tempo para cobrir o buraco deixado por um colega que adoeceu. Como não estava em casa, acabei indo pro jornal com as roupas que tinha na casa do Solon. O traje incluía uma Melissa de salto relativamente alto e fino.

Mal cheguei e tive que me tocar para a Restinga para conferir o assassinato de um policial militar em um mercado do bairro. Voltei uma hora depois com a matéria, baixada por uma editora que não é a costumeira do plantão (final de semana, sabe como é, as escalas não perdoam ninguém). Alguns dias depois, o editor de Polícia me conta o diálogo que abre este post, ocorrido na redação pouco depois que a deixei em direção ao local do crime.

Quase uma semana depois, enfrentei um aguaceiro na Avenida Goethe e em ruas do bairro Auxiliadora, bastante prejudicado por causa das obras do conduto Álvaro Chaves-Goethe. Voltei para a redação com os pés molhados e meu sapato de bico fino tomado de barro.

Desde então, cuido muito bem que calçados eu uso para trabalhar. No plantão da Geral e da Polícia, nunca se sabe qual será o local (e as circunstâncias) em que vou me meter atrás de uma pauta. Não que eu não possa cumprir minhas tarefas com um sapato de bico fino e salto alto, mas se precisar pisar no barro, me enfiar no mato ou correr atrás de uma operação policial, é melhor que eu esteja bem confortável.

December 25, 2005

Uma madrugada no Conceição

Como já comentei aqui, passei oito horas (das 22h do dia 2 de dezembro às 6h do dia 3) no Hospital Nossa Senhora da Conceição, numa pauta que consistia em acompanhar 24 horas na maior emergência do Estado. Em tantas horas, vi muitos pacientes, médicos, técnicos e enfermeiros, mas consegui contar apenas três ou quatro histórias em uma página de jornal. Entonces, resolvi colocar no blog meu texto bruto, contando um pouco mais a quem interessar.

O texto parece começar do nada porque era o segundo de três (cada repórter fez oito horas de plantão no hospital). As fotos aí em cima são do Júlio Cordeiro e estão devidamente identificadas neste set no meu Flickr.

(more…)

December 4, 2005

O jornalismo nosso de cada noite

A foto acima, clicada pelo excelente fotógrafo Júlio Cordeiro, foi feita por volta das 5h30min da manhã de ontem na emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre. Se interessar o que estávamos fazendo lá a essa hora, leia as páginas 4, 5 e 6 da Zero Hora desta segunda-feira. As olheiras dão uma pista.

November 10, 2005

Rondando de novo

Quando eu era a madrugueira da Agência RBS (quem acompanha esse humilde blog desde o começo lembra bem que ele foi criado justamente pra me distrair nas noites solitárias), estava entre as minhas funções fazer duas rondas por madrugada.

Desde o dia 1º no plantão da Geral, estou de volta às ligações periódicas para Brigadas Militares, Polícias Rodoviárias Estaduais, Polícias Rodoviárias Federais e afins. É graças às rondas que a gente fica sabendo, por exemplo, que um banco foi assaltado na Protásio Alves no final da tarde de ontem, que à noite foi encontrado um corpo de um homem de 30 anos no meio do mato em um bairro de Canoas ou que um PM foi morto a tiros em um minimercado da Restinga no domingo.

O mais divertido das rondas são as pérolas largadas pelos plantonistas em algumas ligações, mas esses dias fiquei com medo.

Depois de muito me confundirem com outra Mirella, repórter de Polícia do Diário de Canoas, um dia um plantonista da BM me faz a seguinte pergunta:

– Tu é a Mirella Nascimento, né?
– Sim – respondo, sem me lembrar quando disse meu sobrenome pra ele.
– E tu nasceu em Recife, né?
– Sim, nasci – “sério, como esse homem sabe disso?”, pensei.
– Mas tá morando longe, hein?
– É que meu pai era oficial da Aeronáutica. Na verdade, eu nasci lá e saí bem pequena – tentando não parecer assustada com tanta informação.
– Ah, bom. Aliás, tu era bem novinha quando fez a identidade, hein? – pronto, só falta ele saber minha data de nascimento de cor.

Quem precisa de Orkut quando se tem o sistema de identificação de polícia? Pelo menos ele também sabe que minha ficha é limpinha.

October 23, 2005

Sim, eu voltei

1 - De volta a Porto Alegre desde 9 de outubro, tive pouco tempo e muita preguiça para atualizar este blog. Faltou contar como foi minha viagem à cidade mais kitsch do mundo, por exemplo:

Las Vegas é um parque de diversões para adultos. Cada cassino é uma atração à parte, com seus shows (alguns, como as águas dançantes do Bellagio, de graça) e decoração especial. Dentro, a maioria é muito parecida. Máquinas e máquinas de caça-níqueis e muitas mesas (para os jogos de cartas e roleta). Valeu ter ido, mas está vista a cidade. Não preciso voltar lá até que eu fique muito rica e passe algumas tardes jogando na roleta e algumas noites assistindo a espetáculos do Cirque du Solei (tem quatro em cartaz neste momento lá). Mais detalhes em breve, naquele post prometido (vai sair, eu juro).

2 - De volta ao trabalho, tive algumas boas notícias:

- Lelê González está se mudando de mala e cuia para Paris, onde vai fazer uma pós bem pós-moderna orientada por Michel Maffesoli. Chiquérrima.

- Carmelito Bifano saiu da Agência RBS para fazer o que ele gosta. Desde a semana passada, o veterano do Copy passou a integrar a equipe de produção do Esporte da Rádio Gaúcha.

- Betine de Paris descobriu há poucos dias que dará um herdeiro a Marcelo Benvenutti. Vê se pára de fumar, gringa louca!

- Eu aceitei, na semana passada, o convite de Altair Nobre, editor executivo da Geral de Zero Hora, para assumir o plantão da editoria. A partir de 1º de novembro eu serei repórter de verdade do jornal, inclusive na carteira de trabalho. Vou trabalhar das 20h às 2h30min e não ter mais vida social, mas estou muito feliz.

August 21, 2005

E agora, José?

Ter que trabalhar na madrugada da Agência no dia seguinte a minha formatura é a prova de que o diploma não vai mudar quase nada na minha rotina – pelo menos a curto e médio prazo. Isso que o diploma mesmo só vai ficar pronto daqui uns meses.

Nunca fui estagiária. Trabalho com carteira assinada no jornal há quatro anos. A única diferença é que agora posso ser contratada como jornalista. Até isso acontecer, sigo na jornada dupla Agência/Caderno Ambiente.

No mais, não me arrependi de ter me formado no Salão de Atos. Quem acompanha meu blog há mais tempo sabe que cogitei me formar em gabinete. Mas a combinação cerimônia + recepção + festa ontem foi perfeita e acabei mostrando que, como jornalista, eu sou uma boa organizadora de eventos (alguns amigos no começo da faculdade me diziam que eu tinha mesmo jeito para RRPP). Adorei tudo, a presença dos amigos, os presentes, a festa etc. Thanx a lot, povo.

Como já comentei aqui, vou aproveitar um dos presentes no mês que vem. Provavelmente em 15 de setembro, vou para Los Angeles acompanhar meu pai, que vai ficar baseado na cidade americana por mais de 40 dias para fazer semanalmente o vôo Los Angeles - Tóquio da Varig (sim, ele é piloto). Ah, sim, darei uma esticadinha na viagem até a capital japonesa, óbvio.

Antes de embarcar para os Estados Unidos, deixarei feita minha inscrição para o vestibular da UFRGS. Se tudo der certo, o curso de História vai ter uma bixo jornalista no ano que vem. Veremos.

Por enquanto, os únicos planos pós-formatura são esses. Até que não é pouco para quem não gosta de fazer muitos planos.

PS: Minha lista de presentes na Cultura funcionou. Ganhei oito livros ontem, seis deles da lista.

August 14, 2005

Mês do cachorro louco

Estou novamente de plantão na noite de sábado, quando um senhor liga para o jornal e diz:

– Queres a manchete do jornal de segunda-feira?

Eu já penso que é mais um mala com alguma denúncia fajuta, mas o ouço com toda atenção do mundo.

– Pode falar.
– O que aconteceu com Getúlio Vargas em agosto? (”É um mala mesmo”, penso eu)
– Ele se matou.
– Isso mesmo. E com o Jânio, no mesmo mês? (”Daqui a pouco eu não consigo mais responder às perguntas do cara”)
– Renunciou.
– Pois é. E com Fernando Collor?
– Impeachment? (respondi sem ter muita certeza)
– E o que vai acontecer com o Lula até o final deste mês?

Esse senhor, que é produtor rural e mora em Porto Alegre, disse ter se dado conta dessas coincidências enquanto tomava um vinho em casa e refletia sobre a crise. Ao terminar de fazer as perguntas e sugerir uma matéria sobre isso, acrescentou:

– É interessante fazer uma pesquisa, vai que Dom Pedro voltou para Portugal em agosto também.

Adoro leitores espirituosos, mas a última pergunta dele ainda está sem resposta. Se as coincidências querem dizer alguma coisa, Lula ainda tem umas duas semaninhas. Vargas se matou no dia 24 de agosto de 1954. Jânio Quadros renunciou em 25 de agosto de 1961. E o a Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impeachment de Fernando Collor de Mello em 28 de agosto de 1992 (ele foi afastado mesmo só em 29 de setembro).

Pesquisando sobre o assunto na internet, achei mais esses dois fatos:
* Em 1969, Arthur da Costa e Silva deixou a presidência em 31 de agosto, depois de uma trombose cerebral
* Juscelino Kubitschek morreu em um acidente de carro em 22 de agosto de 1976

Observação : o antenado leitor quis pautar a ZH de segunda. mal sabia ele que o Jornal do Brasil de domingo trazia exatamente este assunto como manchete: “Lula enfrenta os fantasmas de agosto”.

July 31, 2005

Sábado à noite

Exceto quando o Roberto Jefferson resolve ser visto em Porto Alegre e milhares de leitores resolvem ligar para a redação para avisar, trabalhar sábado à noite é sempre a mesma coisa: meia dúzia de leitores ligando para reclamar do (ou da falta de) atendimento em postos de saúde da Região Metropolitana, outra meia dúzia para pedir os números da Mega e mais alguns para fazer denúncias ou perguntas bizarras.

Hoje, uma senhora ligou para perguntar “qual o nome do cidadão encontrado com dinheiro na cueca”. Depois de ouvir a resposta, a simpática senhora agradeceu dizendo:

– Meus parabéns à Zero Hora por contratar pessoas com a capacidade de resolver os problemas da gente.
– De que problemas a senhora está falando? – perguntei.
– Meus parabéns à Zero Hora por contratar pessoas com a capacidade de nos responder qual o nome das pessoas que não sabemos.

Então tá.

July 28, 2005

Dia de estréias

Não foi calculado, mas só hoje, dia em que foi publicado o primeiro caderno Ambiente com matérias minhas, tive um tempinho para postar meu primeiro post no novo blog.

Já que eu voltei atrás na idéia de acabar com o diarinho virtual, mudei de endereço e de template – este último um presente do meu querido namorado.

O blogroll ainda está incompleto e falta eu aprender um monte de coisas sobre a postagem neste tal blogsome, mas já coloquem este endereço nos seus favoritos. Sejam bem-vindos.

Os posts de verdade virão em seguida. Isso é uma promessa.

June 29, 2005

I´m back

Depois de quase 20 dias sem postar, estou de volta. Quem acompanha minimamente este humilde espaço sabe qual era o principal motivo da minha ausência. Terminada a maldita monografia (entreguei na segunda e defendo no dia 11 de julho, caso alguém queira saber), restam-me apenas duas aulas de uma cadeira para não precisar mais ir à Fabico. Confesso que o sentimento é de alívio.

Encerrada a faculdade, quero ver se consigo me dedicar mais às coisas que eu realmente gosto. Quero voltar a praticar algum esporte, quero voltar a sair bastante com meus amigos, quero fazer mais reportagem.

Quanto a isso, recebi uma boa notícia nesta terça-feira: fui chamada para ser a repórter do caderno Ambiente. Ainda não serei contratada como jornalista e não deixarei de trabalhar na Agência RBS, mas ganharei uma grana extra para fazer as matérias do caderno e darei uma utilidade ao meu e-mail do jornal. Acho que será uma boa experiência.

May 6, 2005

Blogar, pra variar

Não, não abandonei o blog. Muito trabalho, computador estragado em casa e início da monografia são os principais motivos para a ausência total de posts aqui e no blog vizinho.

Mas, para não deixar de dar notícias, venho aqui contar que estou mudando de horário no jornal novamente. A partir da semana que vem, trabalharei das 18h à meia-noite nas terças, quintas e sextas-feiras. Nas segundas e quartas, meu horário será das 16h às 22h. Ou seja, voltarei a ter vida social durante a semana com pessoas normais. Aceitarei convites para jantar, ir ao cinema, etc. Mas não todos, porque tenho uma monografia para entregar no final de junho.